terça-feira, 2 de agosto de 2011

LIXO QUE VIRA LUXO E FAZ MODA

O brasileiro Geová Rodrigues encontrou no lixo a chave para fazer sucesso na América. Nascido em Barcelona, interior do Rio Grande do Norte, ele foi para Nova York há 15 anos tentar a sorte como artista plástico. Virou estilista quando começou a revirar as lixeiras da 7a Avenida, em Manhattan, onde se concentram os ateliês de grifes, como Calvin Klein e Anna Sui, em busca de retalhos. “Ia sempre vasculhar. Encontrava seda, crepe e chifom exclusivos  das marcas, que eram colocados em caixas enormes. Abria e selecionava os melhores pedaços”, conta ele, que voltava com os recortes de tecido para o ateliê, espalhava pelo chão e começava a montar vestidos nos manequins. "Se termina a linha branca, continuo com uma amarela. Eu uso o que eu tenho”. 

Gisele Bündchen, Luana Piovani e Fernanda Tavares também descobriram o talento do conterrâneo, um dos ícones da Descontruction Couture, movimento de desmontar e remontar roupas. “Acho o trabalho do Geová fantástico. Seus vestidos são lindos e deixam a mulher muito sexy”, afirma Eugênia K., modelo russa que esteve no Brasil para a SP Fashion Week, quando posou com uma criação do amigo. Um vestido assinado por Geová Rodrigues custa em média US$ 1.800.

A originalidade do trabalho com sobras de pano chamou a atenção de Anna Levak,  editora de moda da revista Happer’s Bazzar, que publicou uma reportagem intitulada “Artista brasileiro lança sua moda em Nova York”. “Ela deu várias fotos das minhas roupas. Foi aí que tudo começou.” Aos 33 anos, Geová já participou de oito edições da semana de moda de Nova York. Seu diferencial é a exclusividade das peças e o acabamento de alta-costura. Ele hoje não precisa revirar lixo. “Agora, quando chego, os porteiros me mandam subir. Muitas grifes separam os retalhos antes de jogar fora para que eu possa escolher.”
Fonte 





Alguns dos modelos do estilista.
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Também faz acessórios, bijuterias.








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