O brasileiro Geová Rodrigues encontrou no lixo a chave para fazer sucesso na América. Nascido em Barcelona, interior do Rio Grande do Norte, ele foi para Nova York há 15 anos tentar a sorte como artista plástico. Virou estilista quando começou a revirar as lixeiras da 7a Avenida, em Manhattan, onde se concentram os ateliês de grifes, como Calvin Klein e Anna Sui, em busca de retalhos. “Ia sempre vasculhar. Encontrava seda, crepe e chifom exclusivos das marcas, que eram colocados em caixas enormes. Abria e selecionava os melhores pedaços”, conta ele, que voltava com os recortes de tecido para o ateliê, espalhava pelo chão e começava a montar vestidos nos manequins. "Se termina a linha branca, continuo com uma amarela. Eu uso o que eu tenho”. Gisele Bündchen, Luana Piovani e Fernanda Tavares também descobriram o talento do conterrâneo, um dos ícones da Descontruction Couture, movimento de desmontar e remontar roupas. “Acho o t...